Conto: O Segredo da Vila de Moinhos

Numa terra longínqua no tempo e no lugar, que entre montanhas se encontrava, reinava um rei muito bondoso para com o seu povo. Este reino era muito valioso, pois das árvores brotavam pedras preciosas, de todas as formas e cores e pintando um cenário maravilhoso em conjunto com o sol radiante que aqui brilhava todos os dias. Perante tamanha beleza as pessoas que aqui vivam eram felizes e andavam sempre a cantar em conjunto com o chilrear dos passarinhos e o correr da água do rio.

A filha do rei, a princesa Liana, era adorada por todos, pois todos os dias cumprimentava todas as pessoas e oferecia doces feitos por si a todas as crianças. Pequenas libelinhas acompanhavam a princesa, ela adorava esta companhia, mas mal ela sabia que eram pequenas fadas que a protegiam de um mal que se avizinhava.

Um dia um véu sombrio se instalou no reino e não era das sombras das poderosas montanhas, mas sim o exército do bruxo que se tinha apoderado destas terras e roubado toda a luz e cor.

As pessoas do reino começaram a viver no medo e no terror deste vilão, o Bruxo Negro, um elfo mau e sombrio que tinha derrotado o bondoso rei e capturado todos aqueles que se opunham a viver na escuridão do seu reinado. Para isso contava com o Exército Sombra, que controlava o povo, não deixando que vivessem mais em alegria, mas sim a colherem todas as pedras preciosas e a darem tudo ao maléfico elfo. Roubaram do povo todos os sentimentos de Alegria, Amor, Amizade, Esperança, Paz e Tranquilidade e trancaram-nos nas masmorras do castelo.

As libelinhas, as fadas que protegiam a princesa Liana, como eram pequeninas e rápidas, conseguiram capturar os sentimentos roubados e levaram-nos com elas para um lugar seguro. Quanto à princesa, transformaram-na numa velhinha para não ser reconhecida e levaram-na para as profundezas da floresta, para a vila de moinhos, onde protegidas pelo rio e pelos espíritos da natureza viviam as guerreiras anãs nos moinhos mágicos, que tinham passado a ser moleiras do reino. Em cada um desses moinhos, esconderam-se os bons sentimentos para não serem encontrados.

Na esperança de que alguém pudesse salvar o reino, deixaram os dias passar, mas a escuridão era cada vez mais densa e a luz da esperança mais escassa. A princesa não queria continuar escondida naquele sitio mágico e estava determinada a salvar o seu povo da sombra do Elfo Negro. Mas as libelinhas não a deixariam partir assim sozinha. Contavam com a proteção das guerreiras anãs para não a deixarem partir enquanto iriam procurar ajudar noutras terras e mais além.

Um dia, enquanto estavam a fazer o pão na casa do forno, ouviram o barulho de cavalos ferozes. Quanto mais o trote se aproximava, mais rápido se afastou a esperança de ser alguém de paz, pois todos os espíritos mágicos daquele lugar se encobriam para não serem dominados pela força do mal que se aproximava. Os moinhos cerraram bem dentro deles o tesouro que lhes tinham confiado e cobriram-se de vegetação para não deixarem entrar ninguém.

- Abram esta porta imediatamente! – solicitou a voz forte de um cavaleiro Sombra – Procuramos a princesa.

As anãs acederam ao pedido e os cavaleiros vestidos de negro entraram pela casa de forno vasculhando por toda a parte sinais da princesa. Como não encontraram mais ninguém para além das anãs e da velhinha disfarçada, ordenaram às moleiras para que voltassem a ir distribuir imediatamente o pão no reino. Sem desconfiarem do que guardavam, os cavaleiros seguiram o seu caminho.

Já tinham passado alguns dias desde que as libelinhas tinham partido e a princesa ficou ainda mais preocupada depois da visita dos cavaleiros. Mas em conjunto com as moleiras anãs começaram a pensar num plano para derrotarem o Elfo Negro e devolverem toda a cor ao reino.

Já que passariam a distribuir o pão pelo reino, passariam a colocar no pão um pouco dos sentimentos que ali estavam escondidos e assim o povo iria ganhar novamente força para conseguirem derrotar o Exército Sombra e o seu Elfo maléfico.

Todos os dias as moleiras anãs iam pelo reino fazer a distribuição, mas sempre com algum receio de serem apanhadas. Dia após dia via-se que o povo ia ganhando alguma confiança, e a luz da esperança ia sendo reposta.

O Elfo Negro que começou a desconfiar que seria o alimento que lhe estava a dar esta força, proibiu a distribuição do pão e pediu a captura imediata das moleiras anãs. Mas estas correram pela floresta fora fugindo ao exército Sombra. A floresta fechou-se, não deixando o exército passar e protegendo as moleiras.

Novamente a esperança desvaneceu-se na princesa, mas foi reposta quando apareceram a libelinhas seguidas de todos os seres mágicos voadores, borboletas, dragões e pégasus. Com este exército mágico e voador, poderiam alcançar o reino sem que o inimigo tivesse tempo de os atacar.

As moleiras anãs carregaram os dragões e as borboletas com sacos cheios de pão mágico feito com os bons sentimentos para serem devolvidos ao povo.

A princesa pediu às libelinhas que lhe voltassem a dar a sua forma normal e elas fizeram ainda melhor que isso, transformando-a numa princesa lutadora e dando-lhe poderes mágicos para derrotar o Elfo. Ela subiu num dos pégasus e comandou o todo o exército bondoso em direção ao castelo. As guerreiras anãs seguiram nos restantes pégasus e as libelinhas acompanharam toda a procissão.

Quando sobrevoaram o reino, choveu sobre a população os pedaços de pão que lhes deu forças para lutarem contra o exército. Enquanto os dragões dominavam o castelo, a princesa desceu do pégasus e lutou contra o Elfo Negro, este não conseguia atacar a princesa pois ela estava protegida pela magia das libelinhas.

A princesa conseguiu derrotar o vilão com a ajuda de todos os seres mágicos e assim devolveu ao povo a alegria, o amor, a esperança, a paz e a tranquilidade.

Todo o véu sombrio desapareceu e a cor voltou a reinar, as pedras preciosas foram distribuídas por toda a parte e novas pedras voltaram a brotar das árvores.

Na vila dos moinhos voltou-se a fazer o pão do povo carregado de magia e protegendo toda o reino com os bons sentimentos para que nunca mais nenhuma força do mal volte a entrar.

A princesa Liana, a pedido do povo tomou o trono e tornou-se Rainha, continuando o legado do seu pai e fazendo com que o seu povo vivesse feliz.

Sobre mim...

Angela Antunes, gosto de escrever para crianças, porque assim como não há limites para sonhar assim também não há limites para escrever.

E como todas as crianças gosto de aventura, gosto de descobrir e não ficar parada.

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Criado por Angela Antunes