E se, de repente a vida avançasse com um clicar de forward do comando de televisão.
E nesse capítulo final de história, eu acordasse numa manhã solarenga de inverno, de cabelo grisalho, já mal escutando o chilrear dos pássaros que abeiravam na janela, mas olhando-os com os olhos brilhantes de uma criança que os quer apanhar para acariciar.
E se, fosse nesse derradeiro dia, que teria de colocar na balança todo o peso da vida
que vivi?
Teria sido boa pessoa? Teria sido feliz? Teria feito os outros felizes? Teria sido
inspiradora? Teria vivido todas as aventuras que aspirava em criança?
Era o melhor momento para responder as estas questões, pois só poderemos avaliar se fomos realmente felizes quando estivermos prestes a largar este mundo. E a forma mais pacífica de o largarmos será percebermos e aceitarmos a vida que tivemos.
Ah, talvez tivesse falhas neste percurso imenso, mas o sorriso com que olhava para a vida lá fora respondia ao mais importante de tudo. Vivi tudo o que quis com a liberdade que me foi concedida e sinto-me realizada.
Vá para onde a vida for, todos os momentos neste mundo valeram a pena de ser
vividos.
[…]
E se, de repente a vida recuasse com um clicar de backward e voltasse a ser a criança que ainda fazia bolos de terra no quintal.
Voltaríamos a viver tudo o que estará para ser vivido?
Ah, sim sem dúvida alguma que viveria.
[…]
E se…. A vida é feita de muitos ‘E se…’, mas, se estivermos muito tempo a pensar
nos ‘E se…’ vivemos uma vida presa a dúvidas.
O segredo de uma vida plena é remover tal expressão do nosso pensamento e
colocarmos o pé onde apetecer ao nosso coração.

Aventuras Contadas
para ler e sonhar,
dão-te asas para voar!
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Criado por Angela Antunes