Mais uma noite longa de trabalho, hoje foi bar cheio com o jogo de futebol. Já eram
três da manhã quando Ricardo fechou o bar.
Estava estafado e só queria chegar à cama para conseguir dormir as suas habituais
cinco horas.
Vestiu o seu charmoso casaco de xadrez, fechou as luzes do bar e saiu trancando a
porta principal.
Iluminado pela luz da rua, deitou a mão ao bolso interior do casaco para ir buscar um
cigarro, quando de repente soltou um pequeno grito de dor, fazendo-o retirar de
imediato a mão. Algo duro que estava no bolso tinha-o picado sem dó.
Devagar voltou ao bolso para ir buscar o objeto que lhe infligira quatro marcas
vermelhas na mão. Ao apalpar o objeto, fez uma cara de surpresa com o que lhe
parecia ser um garfo.
Ao retirá-lo, levantou o objeto para o ver bem na pouca luza que tinha. Não era um
garfo qualquer. Parecia-lhe de metal, mas com uma cor invulgar para ser um garfo de
talher comum, pois era cor de rosa.
No seu bar não tinha talheres daquela cor, em casa não tinha talheres daquela cor
também. Mesmo que fosse um garfo de brincar, Ricardo tinha apenas um sobrinho e
este não tinha talheres de brincar de metal nem cor de rosa sequer.
O que era certo, é que Ricardo não tinha o garfo no bolso na ultima vez que tinha ido
colocar o maço de cigarros lá. Também não se lembrava de ter guardado ali o garfo,
nem de que alguém lho tivesse colocado ali.
Aquele garfo tinha sido posto ali com algum sentido que Ricardo não estava a
entender àquela hora da madrugada.
Talvez de manhã conseguisse pensar claramente sobre o assunto. Agora estava na
hora de ir dormir.

Aventuras Contadas
para ler e sonhar,
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Criado por Angela Antunes